UMA CANÇÃO #01

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RESENHAS

discos

JUÇARA MARÇAL
~ canção, encarnada ~

por Marcos Lacerda e Alexandre Marzullo

Produção Cultural

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ÉPOCA DE ouro

por Marcos Lacerda

por Alexandre Marzullo

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por Marcos Lacerda

por Alexandre Marzullo

Produção Crítica

compositores

ensaios

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RESENHA de livro:

O Alcance da Canção - estudos sobre música popular, Luís Augusto Fischer & Carlos Augusto Bonifácio Leite (org.),

Ed. Arquipélago, 2016.

por Alexandre Marzullo

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PARA PESQUISADORES

DISCOS DO BRASIL

Discos do Brasil é um site preciosíssimo para amantes da música brasileira, tanto pela generosa vastidão de seu acervo discográfico quanto pelo notável cuidado de Maria Luiza Kfouri, jornalista, musicóloga e criadora do site. Inaugurado em 2005, o portal é constantemente atualizado e, inclusive, passou por uma reformulação recente, com um novo layout e textos da própria Maria Luiza Kfouri sobre a trajetória do site e sobre seu envolvimento pessoal com a música brasileira.

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Afinal de contas, a base de dados do site Discos do Brasil é a própria discoteca de sua criadora, o que confere um sabor ao mesmo tempo histórico e pessoal ao empreendimento, oferecendo aos pesquisadores que consultam seu extenso e minucioso catálogo, além de preciosa informação, um exemplo de paixão pela música brasileira.

visite o site Discos do Brasil: https://www.discosdobrasil.com.br

SITE

livros

Luís Augusto Fischer & Carlos Augusto Bonifácio Leite (org.): 

O Alcance da Canção: estudos sobre música popular.

Arquipélago Editorial, 2017.

Túlio Ceci Villaça: 

Sobre A Canção - e seu entorno, e o que ela pode vir a ser.

Ed. Appris, 2020.

Zuza Homem de Mello: 

Copacabana: a trajetória do samba-canção.

Editora 34/SESC SP, 2017.

Lorena Calábria: 

Da Lama Ao Caos: Chico Science & Nação Zumbi.

Editora Cobogó, 2019.

Arthur Nestrovski: 

Tudo Tem A Ver: Literatura e Música.

Ed. Cotovia, 2019.

RONALDO BASTOS

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discos

Edu Kneip: Vencer, Vencer, Vencer (2018).

https://open.spotify.com/album/2IfoCEm4ezTGy083Aby4lh

 

Luiza Brina: Tenho Saudade Mas Já Passou (2019).

https://open.spotify.com/album/2eHCuB8CBE4MSiNbFWXZez

Ilessi: Dama de Espadas (2020). 

https://open.spotify.com/album/6m2hgQoZyBGDqkKK1Hs4hy

Rogério Santos: No Tempo das Marés (2020).

https://open.spotify.com/album/1XNSE5cXz7pLssnzqQRXor

Zé Manoel - Do Meu Coração Nu (2020).

https://open.spotify.com/album/5lDlKMdb8DZJnei1v2DvEI

canções

Rogério Santos é um requintado compositor brasileiro. Seu primeiro CD, “Crônicas paulistanas” mostra isso claramente. No disco há sambas, valsas, uma miríade de personagens que transitam diariamente na cidade de São Paulo e, por vezes, se transformam em figurações imprecisas como nas canções “Valsa etérea”, e “Pequeno conto”. Delicadíssimas. Aqui, Rogério se situa dentro de uma riquíssima tradição da canção brasileira feita a partir de São Paulo, com nomes que vão de Adoniran Barbosa, passando por Paulo Vanzolini, Inezita Barroso e o mestre Eduardo Gudin


Depois, fez o seu segundo álbum. No tempo das marés, em que mergulha na tradição da canção brasileira, trazendo temas do folclore nacional, das religiões afro-brasileiras. O disco traz composições primorosas como Uirapuru, o Canto e a Asa; Marujada e Quintal da Solidão. Neste disco, Rogério Santos vai se afirmando numa linhagem que tem, dessa vez, como figuras maiores nomes como Villas Lobos, Ernesto Nazareth, Edu Lobo, Guinga


Entre os dois álbuns, vão surgindo pérolas, que ele lança aos poucos. Uma delas é a recém-lançada “Modinha do Adeus”, cantada por Luisa Lacerda, uma das mais requintadas compositoras contemporâneas. A música é de Lucas Telles. A letra de Rogério Santos. Uma letra que carrega o sentimento e a leveza melancólica das modinhas e que traz o traço cristalino e já maturado da sua poesia na canção.

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  • lacerdamarcos81

O segundo single de Arthur Nogueira, na sequência da bela "Valente", é uma canção a um só tempo serena e intensa: "Voo e Mansidão" - repara como o título guarda uma "imensidão" em sua pronúncia - é um parceria do artista com o cantor e compositor Pratagy, e estará presente em seu álbum porvir. A canção começa muito delicadamente, com atabaques e pianos sustentando a voz oceânica de Arthur Nogueira; é quase táctil sua atmosfera, como um sinal de bondade. A "ordem do delírio", do single anterior, a linda canção "Valente", retorna aqui como doçura utópica, fundada na perenidade da beleza e do amor. É a reinvenção do mundo: a vitória da gentileza e do erótico como vontade de viver.


que tal fazer do mundo

um bom lugar pra nós?

há sins bem protegidos

em línguas que não sei

sirvo a maçã

de todo o coração


Os ritmos escalam conforme o próprio cantor alça seu voo, entre levezas impossíveis e profundidades inevitáveis. Poesia, música brasileira, as emoções alegres: tudo o que nos ensina, tudo o que nos é importante converge em Voo e Mansidão; converge, mergulha e voa, sob o peso absoluto do amor. E é impossível concluir de outra forma: em canções como Voo e Mansidão, fica cada vez mais nítida a relevância e a consistência da canção brasileira contemporânea. Amor meus pondus meum - o meu amor é o meu peso.


porque se há no mundo

algum lugar pra nós

é feito da coragem

de quem peitou a dor







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Atualizado: 9 de nov. de 2021

Blog Uma Canção #01, o mágico single Somos Só, de Luiza Brina , com participação e coprodução de Ana Frango Elétrico, lançado pela dobra discos em finais de outubro.


A canção impressiona: demonstra, a um só tempo, a consistência e a relevância do repertório autoral de Luíza Brina. "Somos Só" foi primeiramente lançada pela artista em 2011, em seu álbum de estreia, o excelente "A Toada Vem É Pelo Vento". A solitude coletiva que o título e os versos de Somos Só enunciam, quase como uma visão da singularidade como medida de civilização, reflete-se nos arranjos originais da faixa e reverbera na nova versão, agora com o privilégio do dueto. Em comparação ao original, o arranjo produzido por Brina e Frango Elétrico é mais intimista e consequentemente mais essencial; acertos sobre acertos. A ênfase no pulso rítmico aproxima as vozes das artistas, que nos envolvem, nos acalentam em suspensão; as texturas ganham delicadeza e invenção, respeitando no entanto a visão original. Claro, impossível não mencionar Frida Kahlo como convidada especial, convergindo tempos, vozes, silêncios: tudo é começo e recomeço. Ou, como diria o poeta Novalis: tudo é semente.


Somos só, e o pulso é contínuo.




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